JORGE MENEZES Centro de Inteligência Quântica

LENTE DO PRECONCEITO

 

 

A Lente do Preconceito é uma lente que deforma o que é visto. Pertence a pessoas que enxergam tudo errado. Por serem extremamente egoístas, distorcem as coisas, em função do que habita em suas almas doentes.

O preconceito é uma disfunção mental. Ele obscurece o olhar e deforma a alma. As pessoas preconceituosas vivem menos possibilidade de alegria. Na verdade, isolam-se no medo. Mas a questão que trago não é apenas essa. O mais importante é refletir sobre como nos comportamos diante das pessoas preconceituosas. Salientamos a discriminação ou mudamos o papo toda vez que alguém discrimina outra pessoa, ou se diz discriminado por alguém? Simplesmente isolamos os doentes em seu campo quântico, não permitindo relação em seu nível?

É preciso buscar uma nova forma de olhar a vida, para que nosso olhar não seja distorcido pela lente do preconceito. Acredito que a única maneira de mudarmos essa “ótica” seja agir com Inteligência Quântica, pelo tanto que poderemos então aproveitar a energia de que dispomos para o bem comum, nos TORNANDO UM, em semelhança de intenção. Veja que agir com Inteligência Quântica é agir conforme a essência mais pura do ser, portanto igual para todos os seres, o que nos torna um único corpo na Grande Teia do Universo.

Quando aponto a Inteligência Quântica como meio para frear o preconceito, a vejo como uma ferramenta para abordar a vida pelo lado das realizações, não pelo lado da lamentação ou da demonstração de inferioridade.

Enquanto as pessoas esquecerem de “ser”, sentir, cooperar, ocupando seu campo mental com a preocupação em “ter”, competir, reclamar, o preconceito terá força, gerará injustiças sociais, e reforçará a ação dos políticos irresponsáveis.

Precisamos de novos motivos para viver, que se espelhem no bem comum. Precisamos de manifestações que não se sustentem em simples queixas. Precisamos de conversas bem humoradas, de troca de idéias e principalmente de diálogo, que é a atitude que nos torna fortes pela UNIÃO de campos realizadores que trabalham pelo Bem.

Já observaram que pessoas preconceituosas dificilmente estabelecem diálogos? Mesmo ao conversarem com outras pessoas, falam de forma isolada o tempo todo, pois não escutam os outros em qualquer conversação.

Não espero milagres, pois esperar não é bom em qualquer situação. Acredito em empenho, luta diária de cada um para fazer com que um maior número de pessoas obtenha mudanças diárias de comportamento, forjadas em decretos pessoais, e até mesmo em treinamento, a fim de diminuir significativamente a lente do preconceito que aumenta irresponsavelmente a dor de quem se distrai em baixa auto-estima, tomando para si como verdadeiras as idéias preconceituosas de quem tenta lhe diminuir.

Não gosto de SEGREDOS, de fórmulas mágicas de sucesso. Escrevi em Inteligência Quântica 2: muito além da Lei da Atração que existem realmente MUITAS COISAS ALÉM LEI DA ATRAÇÃO capazes de nos fazer melhores, porque precisamos acabar com os estímulos que reforçam o individualismo, porque quem quer se utilizar de segredos e de revelações quer, na verdade, ter privilégios, ter vantagem sobre as outras pessoas, tentando fugir do trabalho que, esse sim, leva, com certeza, ao sucesso e à integração das pessoas.

Pensar em vantagens pessoais é separar-se do Todo, é afastar-se do bem coletivo. E pensar no coletivo passa pelo isolamento dos preconceituosos, deixando para eles seus pensamentos, suas opiniões, trazendo para o coletivo apenas assuntos saudáveis nas conversas, valorizando a necessidade mundial de um viver mais evoluído.

Não é nenhuma novidade o que estou trazendo, mas buscar poder pessoal através dessa forma faz com que as pessoas se percam pelo ego, abordando o “ter” em detrimento do “ser”.

Gosto muito de dar exemplos através de histórias da vida real. Aprendi com meu pai a não salientar fraquezas para que elas se sintam desconfortáveis e por fim desapareçam do campo das pessoas. Ele e minha mãe, durante trinta anos, administraram o albergue noturno da Instituição Espírita Dias da Cruz em Porto Alegre. Por conviver com muita gente nesse lugar, ele me mostrava sempre, com orgulho, as coisas boas que presenciava e as boas conversas de que já havia participado.

Em uma ocasião, época em que eu tinha doze anos, observávamos quando um negro de oitenta e três anos conversava com um outro negro mais jovem, que se queixava da falta de oportunidade e da discriminação que sofria por ser negro.

Meu pai, Nilo Menezes, chamou-me atenção para a sabedoria do senhor de oitenta e três anos. Ele disse a todos:

— Nunca sofri preconceito racial.

— Como assim? Perguntou o outro.

— Com essa idade?

— É que não uso óculos com as lentes do preconceito. Não reconheço o preconceito nas pessoas. É doença do outro. Não posso dar bola para o que diz um preconceituoso, senão dou razão a ele e faço propaganda de seu jeito errado de ser. Preconceito é como apelido. Quanto mais nos importamos, mais ele pega. Sentir-se vítima é se decretar abatido.

Temos tantas coisas boas em nosso caminho em comum para valorizar. Por que então reforçar a lente do preconceito?

Gosto muito da importância do Todo, e o sucesso do STUM mostra que a expressão SOMOS TODOS UM realmente é muito mais do que simples junção de palavras para dar título ao nosso site. É fórmula simples de felicidade, que não tem segredo, senão ir fazendo a vida e aceitando as pessoas, sem deixar de estimulá-las ao crescimento, porque queremos sim deixar de lado a LENTE DO PRECONCEITO.

 

 Um abraço

 Jorge Menezes

 

 

 

 

 

 

DÊ UM TEMPO! DEIXE DE LADO A SÍNDROME DE GABRIELA

 

Estou saindo do campo magnético da Terra, e meu dia não tem mais vinte e quatro horas. Pertenço ao agora e a relatividade também é relativa. Posso dizer que aprendi algumas coisas, mesmo custando um pouco a me libertar, saindo do campo magnético da Terra. Vejamos algumas delas:

 Não quero fazer parte dos amigos do rei. Eles têm privilégios não por mérito. Suas almas saberão, quando aprenderem a sair do campo magnético do planeta que privilégio é antidemocracia, e que seus mensalões acabam fazendo com que aquilo que poderia chegar a mais pessoas fique limitado por “acordos e desrespeito aos direitos iguais de todos os irmãos”.

Não quero mais que pessoas que passaram por mim e não me valorizaram devidamente, ainda me tornem enfraquecido de alguma forma, sem que eu saiba como limpar meu coração.

Não quero mais causar constrangimento ou culpa no próximo, por ter a tendência de pensamento emocional ao invés de emocionado.

Não quero mais perder tempo, lendo ou escutando pessoas que “viajam na maionese” com frases fantasiosas, falando de viagens da imaginação como se fossem super-heróis diferentes de nós, que somos simples mortais.

Não quero mais ouvir falar que pessoas são exploradas por indivíduos inescrupulosos que lhes tomam fortunas em nome de trabalhos religiosos, porque estas pessoas que pagam, desejam sempre milagres, com soluções rápidas, ao invés de investirem no trabalho que é a recompensa justa de quem chega ao sucesso para ficar.

Não quero mais saber de gente que inventa novos nomes para o que já existe e é bom, por falta de humildade para ser aluno.

Agora estou na faixa vibratória do espírito, livre do campo magnético da Terra. Aqui não tem horário político, e não preciso assistir àquela palhaçada de gente repetindo que agora vai fazer o que não fez. Aqui as mentiras não são diversas vezes repetidas para que se tornem “verdades”.

Fora do tempo de vinte e quatro horas, não vou precisar, graças a Deus, ver o presidente na teve estreando um novo modelo de chapéu.

Dê um tempo! Pare de pensar que sempre estão esperando de você um palpite.

Dê um tempo! Esqueça o que não deu. Na próxima vez, seja mais competente e quem sabe você consiga.

Dê um tempo! Esse negócio de fazer beicinho faz com que as pessoas cansem de estar com você. Para elas a vida tem coisas muito mais interessantes do que você, o que você não gostou, como você se sentiu...

Dê um tempo! Esqueça esse negócio de se comparar ao próximo, porque é um caminho curto para alimentar o ego, doença que só desune. A humildade é a escada que leva ao Pai.

Dê um tempo para essa cara amarrada. Um sorriso é porto seguro para a longevidade sadia.

Quanto a esse campo magnético, do qual precisamos nos libertar para viver a ampliação de consciência e pensarmos como espíritos, precisamos entender, quando somos preteridos pelas pessoas que se apegam ao poder e não nos sentirmos assim, pois, neste cinturão de interesses, existem muitas coisas que nossa vã filosofia desconhece.

Por tudo isso, convido àqueles que assim o desejarem, para que aprendam a viajar em sua autoconfiança e experimentem a natureza do Criador em suas células.

Com isso, se dá um tempo para essa “Síndrome de Gabriela” de quem fica o tempo todo cantando e pensando: eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim... Aprenda a mudar, quando precisar!

Voltando ao início... Por que sair do campo magnético da Terra? É simples. É, porque quem se prende ao campo magnético da Terra tem consciência de encarnado, age com o emocional, fica sujeito a condicionamentos e vaidades.

Quem fica fora deste campo tem consciência de espírito e é capaz de acessar sua memória de outras vidas e de enxergar-se melhor em situações de hoje graças às recapitulações maduras das vivências de outrora.

Acho que qualquer pessoa pode dar um tempo para se afastar de qualquer coisa que hoje não a faça feliz. Tem gente hoje que não abre espaço, em seu pensamento, para novas opções de felicidade, porque fica o tempo todo vibrando nas infelicidades de antes. Por favor, dê um tempo!

Consciência espiritual é um negócio bem seguro. É aquilo que recuperamos juntos nos trabalhos de regressão através da reprogramação da memória celular.

Consciência espiritual é saber que cada pessoa tem uma história de vida, e é preciso aprender como somos para que possamos ter segurança para lidar com as outras pessoas até porque não sabemos exatamente como elas são!

 

 

 

PROJETO CONEXÃO AMIZADE

 

 

“A amizade é o porto seguro para um conviver sadio; ressalta a ligação entre o físico e o espiritual, oportunizando ao grupo um imediato estado somatório de alegrias, sentimento de plenitude e consciência de harmonia com o universo que nos cerca.”

 

Jorge Menezes

 

 

Dizer que a vida se renova a cada instante não é apenas uma frase poética. Se isso é verdade, e é certo que é, sempre que quisermos, poderemos recriar a vida, fazendo dela algo diferente, novo e interessante.

É fundamental para a sobrevivência, e para uma convivência sadia, saber que viver é perceber, antes de qualquer coisa, que a vida acontece a partir das escolhas que fazemos dentre as infinitas possibilidades que se apresentam a cada instante.

Precisamos, pela necessidade de descontrair, aprender a ler a mensagem que não é falada, para que não se desestabilize o ambiente a partir de uma interpretação errada, provocando perdas de energia com mágoas que não permitem o bom desenrolar de relacionamentos, reuniões, aulas, etc. É preciso, por exemplo, saber que existem pessoas que falam alto e não estão brabas, e que existem pessoas que pouco falam, mas nem por isso estão nos desprezando. Nos dois casos, o importante é que saibamos como reagem. E isso vem a partir da observação do ser humano.

Por isso, viver o agora não é apenas uma expressão. É saber que ganhamos qualidade de vida e maior participação, quando percebemos que nossa capacidade de pensar precisa estar livre de tensões, para que melhor possamos interpretar o que ocorre a nossa volta. Significa depurar os sentidos e saber que a adequação inteligente é alavanca para a evolução.

Precisamos ganhar novos dons, novas maneiras de nos relacionarmos com o mundo, aprendendo a trabalhar em múltiplos cenários (pensamento integrador). É preciso saber que estamos sujeitos também à influência dos meios de comunicação que externalizam percepções. Porém devemos saber que esses meios disseminam pontos de vista parciais como se fossem verdades absolutas. Consequentemente, oportunizam uma falsa participação e interação de quem as recebe.

É preciso uma nova educação, uma nova cultura como única saída para orientar deliberadamente o processo evolutivo da humanidade. Limitar-se a fórmulas ultrapassadas significa condenar-se a padecer, significa manter o caos na educação que se avoluma a cada ano. Por isso proponho um projeto centrado em um coletivo inteligente, integrador, descontraído, com técnicas a serem aprendidas e vivenciadas, instrumentalizando realmente as pessoas para a evolução que está em curso. O sucesso está nos riscos assumidos, focalizando o fortalecimento das relações.

A educação como está não satisfaz a ninguém! Sempre se diz que algo precisa ser feito, mas o doente piora a cada ano. Os mesmos remédios não levarão à rápida recuperação de que precisamos. É preciso coragem para acreditar que podemos vencer desafios, para investir em nossas idéias. Está é a única forma de nos fazermos diferentes para melhor.

 

 

 

 

CRIticAR– tic = CRIAR: UMA EQUAÇÃO DE PROGRESSO

 

 

Agradeço aos amigos e amigas que têm respondido ao meu apelo e ao de muitos que escreveram neste espaço e em outros sobre o tema Seleção Brasileira 2006. Acho muito importante que as pessoas se posicionem. Somente assim poderemos modificar alguma coisa.

Mas é preciso que se diga que a intenção de quem se posiciona é muito importante. Você pode ter a intenção de auxiliar no processo ou de simplesmente ser um “crítico” daquilo que foi criado. Acho que o ato de criticar é bastante prejudicial se a crítica não for embasada em uma proposta de solução a ser apresentada, com uma boa dose de respeito pelo próximo.

Vamos aproveitar algo que acontece neste site para falar mais sobre crítica. Sempre que leio um artigo publicado neste site faço questão de opinar no espaço reservado para isso em ”gostei” e ”não gostei”. Confesso que meu faro para escolher bons artigos, ou a qualidade e energia das pessoas que se encontram unidas neste bem organizado clube, tem feito com que meu voto venha sendo sempre positivo. Votar sempre em “gostei” seria até mesmo temerário se levássemos em conta o que disse Nelson Rodrigues: “A unanimidade é burra.” Mas, por enquanto, tenho aprovado. Até mesmo, porque se uma pessoa se propõe a escrever, devemos ter alguma consideração por sua iniciativa.

Então, quero deixar uma pergunta. Por que muitas das inúmeras pessoas que leem os artigos aqui publicados simplesmente passam pelo texto sem ao menos “dar uma força” para que a pessoa que escreveu possa avaliar o que criou e saber o que pensam as pessoas sobre o que foi dito? E não estou dizendo isso apenas em função dos artigos que escrevo, porque se pode perceber que o mesmo acontece nos artigos dos outros autores de uma forma bastante significativa. Será preguiça, descaso, um certo egoísmo? Assim, se alguém quiser iniciar a análise do fato, me dizendo o que acha sobre isso, agradeço.

Voltando à análise da crítica... Quanto ao título "CRIticAR – tic = CRIAR: UMA EQUAÇÃO DE PROGRESSO", vem do muito que gosto de pensar sobre as palavras. Analisando a palavra criticar dessa forma descobri que ela está muito relacionada à falta de criatividade de quem critica por criticar, no mau sentido mesmo, como se o “tic” tivesse que sempre se intrometer no ato da criação. Até porque, quem muito critica, via de regra, é quem pouco ou nada cria. E isso vale também para a autocrítica, porque se você se criticar muito vai acabar achando que o que faz não vale a pena e acabará não fazendo.

Penso que a crítica vem do medo de perder a estabilidade conquistada. Portanto, o medo inibe a criatividade. Existe, em cada pessoa, um antagonismo entre criticar e criar. As pessoas são naturalmente criativas, porém uma grande quantidade delas é aficcionada em destruir e em criticar, inclusive a si mesmas. Penso que nesta briga interior é importante que se trabalhe para que a criatividade vença, pois apenas dessa maneira a humanidade entrará em um rumo de progresso.

Cabem aqui algumas considerações: penso que a criatividade mora no inconsciente e quem a coloca para fora é a intuição que é a etapa seguinte no processo da criatividade. Porém, para que possamos aproveitar a intuição, é preciso empenho e desenvolvimento de uma sensibilidade sadia.

Entre os muitos corpos que possuímos encontra-se o corpo emocional que está diretamente relacionado à nossa encarnação atual e, portanto, tem a ver com os condicionamentos que adquirimos advindos do meio exterior. Isso acaba gerando medos e baixa autoestima. Consequência: intuição prejudicada por falta de confiança em si e nos desígnios Divinos.

Mesmo que a crítica leve, muitas vezes, à solução, a distância entre criticar e criar é muito grande e exige uma infinidade de idéias criativas para cada fase, para que se rompa a inércia das pessoas ou culturas corporativas não muito habituadas a inovações. O caminho é fortemente desestimulante para quem se acostuma a criticar e a ser criticado.

A pessoa com bom potencial criativo pondera e conclui que um problema sem solução, solucionado está, pelo menos até que a resposta surja. Mas, se for muito condicionada, vai logo achando que “não vai dar certo”. Fortalecer a crítica de má intenção, aquela que surge não só por maldade mas por autolimitação (a própria pessoa acredita que não conseguiria e que, portanto, o outro também não tem capacidade) imposta às novas propostas, é estimular a inoperância, até mesmo a preguiça, tendo em vista que esse tipo de atitude estimula a mesmice, o não criar nada novo. As pessoas descarregam suas emoções de maneira inadequada, simplesmente criticando e não aproveitam o potencial maravilhoso dentro de si que é o das idéias darem certo, da certeza de que cada passo é o passo imediatamente anterior à solução. É muito melhor para nosso corpo emocional e para nosso espírito que nos acostumemos com as pequenas vitórias pessoais para que possamos cada vez mais estar aptos para as grandes vitórias, aquelas que resultam no bem comum.

Para que se mude essa cultura de crítica é preciso uma intensa programação interior, com grande visibilidade, acompanhada por “cerimônias” de premiação e gentileza entre as pessoas. Vitórias são eventos que devem conter um belo ritual. Da mesma forma que é mais saudável almoçar em harmonia, preparando o próprio alimento e o ingerindo com calma, também é mais apta a exercer sua criatividade a pessoa que vive de forma harmoniosa e que vive o dom do contentamento. Somos melhores quando libertos de condicionamentos, quando mais inteiros no agora.

Achemos espaço para que a equação CRIticAR – tic = CRIAR: UMA EQUAÇÃO DE PROGRESSO realmente se torne real. Que possamos nos libertar daquilo que cada vez mais nos prejudica a sensibilidade, tornando-nos impulsivos e nada criativos.

Também cabe um recado àqueles que obtiveram algum diploma acadêmico e que nisso se apegam para criticar os terapeutas holísticos. Não se esqueçam de que mesmo as universidades, para serem criadas e implantadas, precisaram ser imaginadas para só então saírem do plano das idéias para o plano material. Assim, muito do que foi descoberto ou criado não foi resultado da aplicação do método científico sobre bases seguras, mas da coragem de empreender. Sou físico e biólogo especializado em medicina ayurvédica. Nem por isso posso dizer que falar sobre energia, sobre como preservar a vida e a ecologia interior, seja atribuição exclusiva de físicos, biólogos e terapeutas ayurvédicos, respectivamente.

Está aberto um debate e certamente voltarei a este assunto complexo e vibrante por si só. Mas por enquanto gostaria de colocar algo em que realmente acredito e que tem sido minha bandeira ao longo dos anos: A humildade é a escada que leva ao Pai! Essa frase me ocorreu quando eu era ainda adolescente e tem sido muito importante em minha caminhada pessoal e no que venho tentando passar para as pessoas.

Oxalá, possamos melhorar nossas vidas, nosso país e nosso planeta com maior liberdade para a criatividade. E que as pessoas possam ter a certeza: o comportamento egoico não leva a nada, senão à perda de energia e ao descaminho.

 

 

 

IMPECABILIDADE: O USO ÓTIMO DA ENERGIA

 

 

Tudo pode ser aprendido, energia pode ser armazenada: basta que nos eduquemos na prática correta, basta que utilizemos as técnicas adequadas.

 Jorge Menezes

 

O que significa Impecabilidade?

Para explicá-la, começamos pelo que hoje nos diz a Física Quântica: na verdade, nossos corpos não podem ser definidos como antes, quando eram considerados porções limitadas de matéria. Ao contrário, hoje os corpos devem ser vistos como porções ilimitadas de energia.

É muito interessante buscar essa abordagem, e ela explica e determina a importância que devemos dar, em nossos atos, ao aproveitamento e ao desperdício de energia.

Vejamos o exemplo de uma pessoa que muitas vezes determinou que iria caminhar com regularidade a fim de perder peso, e que, não logrando êxito em seu intento, logo se consola, afirmando que faltou força de vontade.

É claro que faltou força, mas não de vontade. Faltou energia, pois esta é necessária para que possamos tirar nossos planos do papel. Com isso, começamos a entender o que significa impecabilidade, que, no xamanismo, se concretiza através da “Jornada do guerreiro”. (Técnicas xamânicas para trabalho de grupo).

Através destas práticas, incrementamos nosso potencial energético como meio de reserva de energia que aumenta nosso poder pessoal.

Precisamos de maior poder pessoal para oportunizar realizações, uma vez que a pressão do dia-a-dia e certas atitudes nos roubam energia, fazendo com que diminua nosso potencial energético. Com o potencial energético diminuído, não nos é possível criar além da rotina e, com ele bem abaixo do normal, vivemos o que hoje traduzimos por estresse.

O que, por exemplo, nos rouba energia?

– Hábitos desgastantes e repetitivos;

– Tabagismo;

– Álcool;

– Discussões;

– Dormir demais;

– Pensar demais;

– Julgar as outras pessoas;

– Criticar e criticar-se;

– Condenar-se;

– Queixar-se;

– Identificação fantasiosa com situações de violência.

Porém, destacamos os dois maiores ladrões de energia: emoção e pensamento.

Com relação à emoção, é importante diferenciá-la de sentimento. Emoção é algo sem percepção; sentimento é o viver natural de nossa percepção como a alegria e a tristeza, por exemplo.

Sobre pensamento pode-se dizer que ele impede a mente de perceber. O ideal seria que fôssemos cem por cento perceptivos o tempo todo, mas os pensamentos que formulamos nos impedem de manter a atenção nos instantes em que estamos fazendo avaliações desnecessárias a respeito das situações que vivenciamos. É nesses momentos que perdemos energia: quando deixamos que nossos preconceitos e limitações ditem nosso comportamento.

É preciso aprender a redirecionar a energia. É através da quebra de padrões de comportamento indesejáveis que domamos as ações do ego, e assim economizamos energia.

Ao pensarmos na educação de uma criança, é importante valorizar o individual, pois é importante a quantidade de energia da mesma ao nascer, a forma como ela acrescenta essa energia ao longo de seu desenvolvimento, e a maneira como a utiliza na idade adulta.

É possível incrementar energia com bons pensamentos, com práticas saudáveis como, por exemplo, a YOGA E A MASSAGEM AYURVÉDICA que, vividas com regularidade, relaxam os músculos, fortalecem ossos e articulações, colaboram com o sistema digestivo, mantendo a circulação e o equilíbrio dos gases do corpo, aumentando nosso potencial energético e trazendo real alegria de viver.

Já é hora de simplificar os atos rotineiros, vivenciando, na prática, a pergunta mágica: “O que eu ganho com isso?” É mais importante ter razão ou ser feliz?

Nas relações, tudo se facilita, quando pensamos que o importante em uma sociedade é o bem comum e não exclusivamente o individual. Um belo ambiente para se viver não se faz com pessoas que limitam relações, dificultam trabalhos com emoções e pesares que em nada contribuem para a rotina capaz de poupar energia pessoal.

Para finalizar, é importante que se diga: tudo pode ser aprendido, energia pode ser armazenada, basta que nos eduquemos na prática correta, basta que utilizemos as técnicas adequadas.

O importante, em um trabalho, é o fato de ele comprovadamente implementar mudanças.

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