LENTE DO PRECONCEITO

A Lente do Preconceito é uma lente que deforma o que é visto. Pertence a pessoas que enxergam tudo errado. Por serem extremamente egoístas, distorcem as coisas, em função do que habita em suas almas doentes.


O preconceito é uma disfunção mental. Ele obscurece o olhar e deforma a alma. As pessoas preconceituosas vivem menos possibilidade de alegria. Na verdade, isolam-se no medo. Mas a questão que trago não é apenas essa. O mais importante é refletir sobre como nos comportamos diante das pessoas preconceituosas. Salientamos a discriminação ou mudamos o papo toda vez que alguém discrimina outra pessoa, ou se diz discriminado por alguém? Simplesmente isolamos os doentes em seu campo quântico, não permitindo relação em seu nível?


É preciso buscar uma nova forma de olhar a vida, para que nosso olhar não seja distorcido pela lente do preconceito. Acredito que a única maneira de mudarmos essa “ótica” seja agir com Inteligência Quântica, pelo tanto que poderemos então aproveitar a energia de que dispomos para o bem comum, nos TORNANDO UM, em semelhança de intenção. Veja que agir com Inteligência Quântica é agir conforme a essência mais pura do ser, portanto igual para todos os seres, o que nos torna um único corpo na Grande Teia do Universo.


Quando aponto a Inteligência Quântica como meio para frear o preconceito, a vejo como uma ferramenta para abordar a vida pelo lado das realizações, não pelo lado da lamentação ou da demonstração de inferioridade.


Enquanto as pessoas esquecerem de “ser”, sentir, cooperar, ocupando seu campo mental com a preocupação em “ter”, competir, reclamar, o preconceito terá força, gerará injustiças sociais, e reforçará a ação dos políticos irresponsáveis.


Precisamos de novos motivos para viver, que se espelhem no bem comum. Precisamos de manifestações que não se sustentem em simples queixas. Precisamos de conversas bem humoradas, de troca de idéias e principalmente de diálogo, que é a atitude que nos torna fortes pela UNIÃO de campos realizadores que trabalham pelo Bem.


Já observaram que pessoas preconceituosas dificilmente estabelecem diálogos? Mesmo ao conversarem com outras pessoas, falam de forma isolada o tempo todo, pois não escutam os outros em qualquer conversação.


Não espero milagres, pois esperar não é bom em qualquer situação. Acredito em empenho, luta diária de cada um para fazer com que um maior número de pessoas obtenha mudanças diárias de comportamento, forjadas em decretos pessoais, e até mesmo em treinamento, a fim de diminuir significativamente a lente do preconceito que aumenta irresponsavelmente a dor de quem se distrai em baixa auto-estima, tomando para si como verdadeiras as idéias preconceituosas de quem tenta lhe diminuir.


Não gosto de SEGREDOS, de fórmulas mágicas de sucesso. Escrevi em Inteligência Quântica 2: muito além da Lei da Atração que existem realmente MUITAS COISAS ALÉM LEI DA ATRAÇÃO capazes de nos fazer melhores, porque precisamos acabar com os estímulos que reforçam o individualismo, porque quem quer se utilizar de segredos e de revelações quer, na verdade, ter privilégios, ter vantagem sobre as outras pessoas, tentando fugir do trabalho que, esse sim, leva, com certeza, ao sucesso e à integração das pessoas.


Pensar em vantagens pessoais é separar-se do Todo, é afastar-se do bem coletivo. E pensar no coletivo passa pelo isolamento dos preconceituosos, deixando para eles seus pensamentos, suas opiniões, trazendo para o coletivo apenas assuntos saudáveis nas conversas, valorizando a necessidade mundial de um viver mais evoluído.


Não é nenhuma novidade o que estou trazendo, mas buscar poder pessoal através dessa forma faz com que as pessoas se percam pelo ego, abordando o “ter” em detrimento do “ser”.


Gosto muito de dar exemplos através de histórias da vida real. Aprendi com meu pai a não salientar fraquezas para que elas se sintam desconfortáveis e por fim desapareçam do campo das pessoas. Ele e minha mãe, durante trinta anos, administraram o albergue noturno da Instituição Espírita Dias da Cruz em Porto Alegre. Por conviver com muita gente nesse lugar, ele me mostrava sempre, com orgulho, as coisas boas que presenciava e as boas conversas de que já havia participado.


Em uma ocasião, época em que eu tinha doze anos, observávamos quando um negro de oitenta e três anos conversava com um outro negro mais jovem, que se queixava da falta de oportunidade e da discriminação que sofria por ser negro.


Meu pai, Nilo Menezes, chamou-me atenção para a sabedoria do senhor de oitenta e três anos. Ele disse a todos:

— Nunca sofri preconceito racial.

— Como assim? Perguntou o outro.

— Com essa idade?

— É que não uso óculos com as lentes do preconceito. Não reconheço o preconceito nas pessoas. É doença do outro. Não posso dar bola para o que diz um preconceituoso, senão dou razão a ele e faço propaganda de seu jeito errado de ser. Preconceito é como apelido. Quanto mais nos importamos, mais ele pega. Sentir-se vítima é se decretar abatido.


Temos tantas coisas boas em nosso caminho em comum para valorizar. Por que então reforçar a lente do preconceito?


Gosto muito da importância do Todo, e o sucesso do STUM mostra que a expressão SOMOS TODOS UM realmente é muito mais do que simples junção de palavras para dar título ao nosso site. É fórmula simples de felicidade, que não tem segredo, senão ir fazendo a vida e aceitando as pessoas, sem deixar de estimulá-las ao crescimento, porque queremos sim deixar de lado a LENTE DO PRECONCEITO.
Um abraço
Jorge Menezes