“A
amizade é o porto seguro para um conviver sadio; ressalta a ligação
entre o físico e o espiritual, oportunizando ao grupo um imediato
estado somatório de alegrias, sentimento de plenitude e consciência
de harmonia com o universo que nos cerca.”
Jorge
Menezes
Dizer
que a vida se renova a cada instante não é apenas uma frase
poética. Se isso é verdade, e é certo que é,
sempre que quisermos, poderemos recriar a vida, fazendo dela algo diferente,
novo e interessante.
É fundamental para a sobrevivência, e para uma convivência
sadia, saber que viver é perceber, antes de qualquer coisa, que
a vida acontece a partir das escolhas que fazemos dentre as infinitas
possibilidades que se apresentam a cada instante.
Precisamos, pela necessidade de descontrair, aprender a ler a mensagem
que não é falada, para que não se desestabilize o
ambiente a partir de uma interpretação errada, provocando
perdas de energia com mágoas que não permitem o bom desenrolar
de relacionamentos, reuniões, aulas, etc. É preciso, por
exemplo, saber que existem pessoas que falam alto e não estão
brabas, e que existem pessoas que pouco falam, mas nem por isso estão
nos desprezando. Nos dois casos, o importante é que saibamos como
reagem. E isso vem a partir da observação do ser humano.
Por isso, viver o agora não é apenas uma expressão.
É saber que ganhamos qualidade de vida e maior participação,
quando percebemos que nossa capacidade de pensar precisa estar livre de
tensões, para que melhor possamos interpretar o que ocorre a nossa
volta. Significa depurar os sentidos e saber que a adequação
inteligente é alavanca para a evolução.
Precisamos ganhar novos dons, novas maneiras de nos relacionarmos com
o mundo, aprendendo a trabalhar em múltiplos cenários (pensamento
integrador). É preciso saber que estamos sujeitos também
à influência dos meios de comunicação que externalizam
percepções. Porém devemos saber que esses meios disseminam
pontos de vista parciais como se fossem verdades absolutas. Consequentemente,
oportunizam uma falsa participação e interação
de quem as recebe.
É preciso uma nova educação, uma nova cultura como
única saída para orientar deliberadamente o processo evolutivo
da humanidade. Limitar-se a fórmulas ultrapassadas significa condenar-se
a padecer, significa manter o caos na educação que se avoluma
a cada ano. Por isso proponho um projeto centrado em um coletivo inteligente,
integrador, descontraído, com técnicas a serem aprendidas
e vivenciadas, instrumentalizando realmente as pessoas para a evolução
que está em curso.O sucesso está nos riscos assumidos, focalizando
o fortalecimento das relações.
A educação como está não satisfaz a ninguém!
Sempre se diz que algo precisa ser feito, mas o doente piora a cada ano.
Os mesmos remédios não levarão à rápida
recuperação de que precisamos. É preciso coragem
para acreditar que podemos vencer desafios, para investir em nossas idéias.
Está é a única forma de nos fazermos diferentes para
melhor.